DESCOBRINDO TOCANTINS


Decidi meio de última hora passar as férias no Jalapão – TO. Ainda assim, consegui um preço bom para as passagens à Palmas. O pacote de 04 dias pelo Jalapão ficou em R$1.000,00 e de última hora fechei também um rafting por R$195,00; achei bem caro esse rafting, mas sabia que se não fizesse me arrependeria muito.

Cheguei no aeroporto de Palmas no final da tarde, ainda estava claro e bastante calor, por volta dos 36°C, muito calor mesmo! O Fernando, da LIVRE EXPEDIÇÕES estava nos esperando no aeroporto. Eu digo “nos esperando”, porque também estava no mesmo voô um casal que também fez os passeios junto comigo!
O Fernando deixou o casal no hotel deles e depois no meu hotel, ou quase isso, afinal o lugar em nada se parecida um hotel! Já haviam me avisado para não me hospedar lá, porque o lugar é péssimo, mas como foi o lugar mais barato que encontrei, pensei: “que mal pode haver em passar uma noite só por lá em um quarto individual”. Realmente uma só noite deu para aguentar, mas duas já é demais, o lugar é bem ruim mesmo!
Não curti a cidade de Palmas, mas também conheci muito pouco. Cidade parada, vazia, não havia quase ninguém na rua, poucos lugares abertos, para quem está acostumado com são Paulo, acha tudo bem estranho mesmo. Lembra-me muito Brasília, cidade planejada, ruas planas e avenidas muito amplas!

2º dia

Acordei logo cedo e fui tomar café. O café da manhã na verdade foi R$ 5,00 que a mocinha do hotel me entregou e indicou uma lanchonete lá por perto. Péssimo café da manhã! Melhor deixar essa parte pra lá!
Às 09:00 hora em ponto o Fenando chegou no hotel para iniciarmos a expedição! Malas no carro, todos a bordo, ar condicionado ligado e lá vamos nós!

Muitos quilômetros de estrada rodada depois chegamos na cidade de Ponte Alta! Paramos em frente a pousada e pensei: “isso sim é lugar para se hospedar”! Descarregamos as malas, tivemos uns 15 minutos para nos refrescar e esticar as pernas e depois seguimos para nossa primeira atração do dia: Cânion do Sussuapara. Lugar bonito, mas nada surpreendente comparado aos cânnions que já conhecera anteriormente.





Saindo de lá fomos almoçar. Lugar simples, comida boa, mas o que curti mesmo foi o sorvete. Frutas do Cerrado! Picolé de frutas de todo tipo típicas do cerrado. Comi de Buriti, Murici, Pequí e outros mais! Bom...

Voltando do almoço ainda tínhamos um tempo para cochilo até nosso próximo passeio. 







Para minha alegria fomos nos refrescar, visitamos algumas cachoeiras e nadamos um pouco. Delícia de água limpa e transparente! Nossa última parada foi na Pedra Furada! Surpreendente! Lugar maravilhoso! Subimos para esperar o sol se pôr lá de cima do paredão! Visão maravilhosa!
Lá é também casa de diversos pássaros como maritacas, araras e urubus! Muito barulho e lindo de se ver!











 Voltamos da pedra furada já estava escurecendo na estrada, voltamos para a pousada para tomar banho e nos arrumar para sair e procurar um lugar para jantar. O pessoal queria comer na “praia”, eu achei a ideia péssima! A praia do Tocantins na verdade são rios que cortam as cidades e estavam em temporada de praia, onde barracas eram armadas na areia junto à margem do rio, durante o dia a população curtia o rio e durante a noite as barracas ficavam lotadas!

Não havia muita opção de comida, eu pedi uma porção de mandioca frita e carne seca que demorou horrores, minha fome era tanta que até passou quando chegou meu pedido, o pessoal pediu um peixe que pareceu apetitoso e igualmente demorado para chegar!

Tive uma ótima noite de sono no meu quarto particular da pousada de Ponte Alta! Melhor que isso só o café da manhã deles! Delícia!


3º DIA


Terceiro dia no Tocantins e segundo dia de expedição! Neste dia passamos muito tempo na estrada. Ainda bem que a paisagem é linda, vale o tempo que se passa dentro do carro, no calor. As estradas são de terra e areia bem difícil de passar, só carro 4x4 mesmo para percorrer o Jalapão.

Nossa primeira parada foi na Cachoeira da Velha! Lindíssima! Fiquei maravilhada com o lugar! Uma queda d`àgua linda! Segundo o Fernando é a Foz do Iguaçú do Tocantins!

Para minha alegria havia uma pequena trilha, seguimos por ela e o carro foi pela estrada para nos encontrar do outro lado, onde teríamos uma surpresa fantástica, uma praia linda! Prainha como é chamada! Água cristalina, mais uma praia de rio. Isso sim é praia!










Nosso almoço neste dia foi na estrada mesmo. Fizemos um pic nic lá na prainha mesmo. O Fernando arrumou tudo para gente, lanche, suco e frutas! Tudo de bom! A única coisa ruim da prainha são os insetos. Muita murissoca, é bom não esquecer de passar o repelente! 

Mais um pouco de estrada e nossa próxima parada também era para refrescar, agora na praia dos crentes, assim chamada, por que antigamente os crentes cristãos faziam retiro nesta praia, a ocupavam durante o final de semana para os acampamentos de retiro espiritual e assim o nome ficou. Nada bobos meus irmão em Cristo!


Flor Sempre-Viva na estrada

Praia dos Crentes



Nossa última parada também foi incrível! fechando dia com chave de outro, fomos conhecer as dunas do Jalapão, acho que vem daí o nome "deserto do Jalapão". 

Só estando lá mesmo para entender tamanha beleza e quanto é gostoso caminhar por aquela imensidão de areia! Eu não conheço os Lençóis Maranhenses, mas imagino que deve ser neste esquema, maior e mais bonito, ainda assim fiquei muito contente com as dunas do Jalapão!








Na volta fomos para a cidade de Mateiros, mas antes paramos em um restaurante no meio do mato, só quem conhece a região para achar o estabelecimento, e o restaurante de chama “Beira da Mata”, literalmente. Comida maravilhosa! Delícia! Melhor comida que comi até então no Tocantins! O lugar é bem arrumadinho, limpo! Super recomendo!

Não via a hora de chegar na pousada, tomar um bom banho e cair na cama! Fiquei passada quando descobri que no dia seguinte teríamos que sair às 4 horas da manhã, ou seja acordar às 3:30 horas! Aff!!!! Espero que seja por uma boa causa!

A pousada em Mateiros também é muito boa! Limpa, tranquila e o lugar é lindo! Acordamos cedinho e pegamos a estrada na escuridão total para iniciarmos nossa trilha, subida bastante íngreme de 500 metros na escuridão total, só com lanterna mesmo, infelizmente não tinha lanterna e o Fernando me emprestou a dele, íamos parando pelo caminho para descansar e avistar as estrelas! Experiência fantástica! Nunca havia visto um céu tão estrelado como aquele. 1 minuto olhando para o céu consegui ver 3 estrelas cadentes! Emocionante!

E seguimos subindo até o topo para esperar o sol nascer! Fazia frio de manhã e ficar parada não me parecia uma boa ideia, mas foi preciso ficar parado por alguns minutos até a grande o dia começar a clarear e a grande bola de fogo aparecer! E quando começa a aparecer é muito rápido, por trás das montanhas ele surge gigante e poderoso e logo se mostra todinho! Êita maravilha de Deus!











O dia clareou e continuamos seguindo pela trilha, mais 3 km de caminhada até o mirante da Serra do Espírito Santo. Nome bastante sugestivo para um lugar lindo como aquele! Sentada na pedra no escuro e no silêncio da madrugada esperando o criador nos presentear com sua obra de luz que nasce todo dia para nos aquecer foi possível sentir a presença do Espírito Santo de Deus tomando conta daquele ambiente! 



E lá fomos nós, descendo a Serra, a descida sempre é mais difícil! Muitas pedras pequenas e soltas, foi preciso muito cuidado. Por sorte, encontrei meu óculos de sol caído pelo caminho, nem sabia que tinha o deixado para trás na ida, naquela escuridão toda, devia ter caído e eu nem percebi! 

Voltamos para a pousada por volta das 09 horas da manhã e fomos tomar café, eu estava morrendo de fome! Devotei tudo que tinha direito.
 Após alguns minutos de descanso seguimos para conhecer os fervedouros; Estava bastante curiosa para conhece estes tal fervedouros que tanto vi nas fotos!

Foi bastante curioso, a água é morna e muito limpa e quando pisa na areia no fundo parece que vamos afundar, mas somos empurrados para cima, parece areia movediça, mas ninguém afunda, é bastante curioso e muito gostoso também para relaxar. Dá vontade de ficar por lá um tempão, mas como os poços são pequenos só cabem 6 pessoas no máximo e só pode ficar até 20 minutos lá dentro.

depois deste primeiro fervedouro seguimos para outra cachoeira, a queda é pequena, mas o poço para banho é muito bom, a água também é bastante limpa e transparente, só não dá para nadar e arriscar braçadas e pernadas porque a correnteza é muito forte!










Ainda passamos em uma comunidade Quilombola e fizemos algumas comprinhas no centro de artesanato do pessoal de lá.

Antes de jantarmos voltamos para a cidade de mateiros e passamos em uma sorveteria muito boa, mais sorvetes de frutas do cerrado! Voltamos para a pousada para tomar banho e nos trocar. Fomos almoçar no mesmo restaurante que o dia anterior! Muito bom!

5º DIA

Último de expedição. Tomamos café da pousada e seguimos viagem, mais vários quilometro de estrada até chegar a São Félix do Tocantins para iniciarmos nosso rafting no Rio Sono! Devidamente equipados com coletes e capacetes e treinados quando as remadas e ordens do nosso guia seguimos rio abaixo! Muito bom! Amei a experiência!

 Quero praticar mais vezes e em corredeiras maiores! Só não foi melhor porque não estava devidamente vestida para esse rafting, o ideal é usar blusa de manga longa e calça cumprida para proteger do só, afinal forma 3 horas dentro do bote, debaixo do sol quente, e fora a papete ou algo do gênero, eu fui de tênis e depois para secá-lo só aqui em São Paulo mesmo!








Chegando em terra firme, nosso almoço já estava na mesa da fazenda, comida caseira, cheirosa e deliciosa!

Seguimos mais uma vez pela estrada de volta a Palmas, passamos pela Serra da Catedral e pelas Serras da Terra Vermelha! A terra é mesmo muito vermelha! 
E quem ficou muita vermelha também fui eu, com todo aquele calor, me queimei legal no bote! virei um camarão!








Chegamos de volta a Palmas já estava noite, desta vez fiquei em outro hotel, o Fernando me deixou em um hotel mais próximo do aeroporto, já que meu voo estava marcado para o dia seguinte logo cedo!

Diferença total! Aquilo sim era hotel! Lugar, grande, limpo, bonito! Perto de vários restaurante e ao lado de uma agência do banco do Brasil! E ficou ainda melhor, conheci uma moça que estava indo para São Paulo também no dia seguinte de manhã, no mesmo horário que me ofereceu uma carona! Legal, economizei no taxi!

6º DIA!


De volta a São Paulo! Renovada!!! e cheia de boas histórias para contar e fotos de montão!

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