domingo, 3 de março de 2013

INTERVALES

Mais uma trip com o Rumo a Trilha! Desta vez um final de semana todinho!
Pousada ao fundo

Saimos da estação Tiête por volta da 1 da manhã de sábado. Cheguei lá na estação e me senti perdido, não conhecia ninguém, fiquei deslocada, mas já dentro do ônibus encontrei um pessoal conhecido e fiz novas e boas amizades.
A viagem foi cansativa, não consegui dormir direito, achei a poltrona desconfortável. Quando estava no mais gostoso do sono o ônibus parou e ouvi o pessoal falando que havíamos chegado. Fiz a besteira de sair do ônibus, devia ter continuado lá dentro e voltado a dormir, como a maioria, pois até abrir o restaurante para o café da manhã ainda tínhamos mais de 1 hora pela frente.
Fazia frio de manhã, estávamos dentro do Parque Estadual Intervales, municípios de Guapiara, Ribeirão Grande, Capão Bonito e Iporanga.

sacada no nosso quarto - Pousada Onça-Pintada


Enquanto esperávamos o café da manhã, saímos explorando os arredores, fomos até a pousada onde ficaríamos, um pouco afastada do restaurante, aqui você já é obrigada a caminhar desde o início. Nada de moleza!

Tomamos um café da manhã maravilhoso. Pãozinho caseiro de primeira! O Flor fez a divisão do pessoal e nos dirigimos aos quartos. fiquei no quarto maior, com mais 6 mulheres. Estávamos em 35 pessoas; praticamente lotamos a pousada.

Devidamente vestidas apropriadamente para trilha nos encaminhamos até a administração, pegamos nossos capacetes e dividimos o grupo em duas turmas. Fiquei com a turma maior que escolheu fazer a trilha Divisor das Águas (Rios Parapanema e Ribeira de Iguape). Considerada difícil pela Passaporte Trilhas de São Paulo, e parece ser a trilha mais longa do parque também. tudo certo, estávamos preparados para a aventura.





A trilha é longa, mas é tranquila, não tem muitas subidas, poucos obstáculos, é preciso bastante atenção por conta do terreno escorregadio, muita lama e muitos tombos pelo caminho! A grande atração da trilha são as cavernas, se não me engano passamos por três diferentes cavernas, a maior dela percorremos quase 2 km, muitos obstáculos, água até a cintura, adrenalina total! Na real: muito melhor do que video game!

Passei uns apuros lá dentro da caverna, momentos tenso! Minha lanterna não queria parar presa no capacete, tive que carregá-la na mão, até consegui prende-la na gola da camiseta, mas não ficou bem firme, acabou batendo na pedra, caindo e se espatifando, estava afastada do pessoal e fiquei na escuridão total, consegui chamar uma amiga que vinha logo atrás e consegui montar a lanterna, ficou tudo bem só ganhei um baita arranhão no braço que agora já virou uma discreta cicatriz.








morcegos





Terminamos a trilha por volta das 17 horas, cobertos de lama! Sujos até as orelhas! Depois de um bom banho de mangueira deixei meu tênis e meia na varanda para secar.

Nada como um bom banho para renovar as forças. Seguimos para o restaurante onde nos esperava um delicioso jantar!

Após o jantar o pessoal se reuniu no salão ao lado dos quartos da pousada. Fazia frio, acendemos a lareira, abrimos algumas garrafas de vinho e ainda cortaram uns salaminhos e queijos para os mais gulosos. Noite agradável com direito a seção de piadas do Flor e música ao vivo com o Jefferson tocando violão e o pessoal acompanhando os hits dos anos 80/90, Legião Urbana, Capital Inicial e até Raul Seixas. Toca Raul!
Antes mesmo de chegar no repertório Raul eu já tinha ido para o quarto dormir. Já estava super cansada e depois de alguns golinhos de vinho, desmaiei na cama.
Queria ter ficado mais um pouco para jogar cartas com o pessoal, mas o cansaço foi maior!






Após uma noite muito bem dormida estávamos prontas para mais uma trilha. Outra trilha do passaporte: Trilha do Mirante da Anta. Nível Médio, 4,0 km (ida e volta). Só subida e alguns trechos com degraus. O dia estava bem mais quente que o anterior e com toda essa subida eu parecia que ia pegar fogo. Chegamos ao topo e avistamos a sede do parque toda a região de INTERVALES.  Mesmo a vista sendo linda aquele sol forte na cabeça nos fez sair rapidinho do mirante e descer até a cachoeira.
Bendita cachoeira. Não tinha intenção de entrar na água, afinal, não estava com roupa de banho e não queria levar roupa molhada para casa dentro da mala, além de molhar o outro tênis e ficar sem tênis para voltar.





piscina de pedra! natural!

Vista do Mirante da Anta


Vista do Mirante















O pessoal insistiu e eu não aguentei entrei na água de roupa mesmo! Ninguém resistiu, todos se molharam!
Voltamos para a pousada para tomar banho arrumar as malas, almoçar e voltar para casa.
Saímos de lá já era quase 15 horas da tarde. A volta foi bem tranquila, não pegamos congestionamento da estrada, eu consegui dormir um pouco, assistir um filme que o Flor colocou pra gente e ainda jogar MASTER com a Claudia.

Chegamos em São Paulo, Estação Tiête às 19 horas! Mais um longo caminho até chegar em casa, metrô, trem e ônibus e um pouco antes das 22:00 horas eu cheguei no meu lar doce lar!


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

CAMPINA DO ENCANTADO



Primeira trilha do ano!  Estava muito animada para recomeçar as caminhadas, só não mais porque não parava de chover em São Paulo, quem sabe lá na cidadezinha de Pariquera-Açu, no Vale do Ribeira, não estivesse chovendo.
Já que a trilha estava confirmada então a previsão era de tempo bom, ou seja, sem chuva!
Saímos no domingo de madrugada, o ônibus saiu à 1:00 hora da manhã do terminal Tiête. A viagem foi bem cansativa. Já estava morrendo de sono no metrô mesmo, cochilando antes de chegar, quando sentei no ônibus queria mais era dormir. Ainda bem que meu colega de poltrona me deixou dormir após um pouco de conversa fiada.
Pegamos um pouco de chuva na estrada, paramos um pouco no GRAAL para fazer um lanche por volta das 04:00 da manhã e chegamos ao Pq. Estadual Campina do Encantado no Município de Pariquera-Açú às 07:00 horas da manhã. E a preguiça de acordar, de levantar e sair do ônibus, aos poucos o pessoal foi acordando e saindo.
 
Às 08:00 horas da manhã nosso guia chegou e começamos a trilha, antes tivemos uma breve palestra de abertura, com explicações sobre o parque e as trilhas.  O nome Campina do Encantado vem de um curioso fenômeno onde Chamas de cor alaranjada saem da terra quando se perfura o solo com uma vareta e se acende um fósforo, isso acontece devido o acúmulo de material orgânico em ambiente lagumar marinho (lagoas) e que produz um grande depósito de gás metano; Através de um furo feito com uma vara, pode-se provocar a liberação e combustão desse gás com chamas de até 80 centímetros acima do solo, esse acúmulo de matéria orgânica é chamado de turfeira!
Além disso o Parque também possui sítio arqueológicos e sambaquis (depósitos de cascas de ostras e outros crustáceos feitos pelos antepassados dos índios da região, ha cerca de 12.000 anos).



 
Infelizmente não vimos nada disso, pois a trilha que nos leva a essas curiosidades é de difícil acesso, leva maior tempo para ser realizada e deve ser agendada com antecedência, ou seja, ficamos de fora! Acabamos fazendo duas outras trilhas menores que estão no passaporte de trilhas SP.
As trilhas que fizemos são curtinhas e de dificuldade fraca, para quem já fez várias outras trilhas é bem decepcionante, vale pela paisagem, tranquilidade, canto dos pássaros e cigarras e lindas bromélias e demais flores pelo caminho.
O que mais atrapalha mesmo são os mosquitos, infestados de pernilongos, se eu não tivesse tomado um banho de repelente acho que não ia aguentar fazer essa trilha. Toda vez que o guia parava para dar alguma explicação o pessoal reclamava “dá pra ser mais rápido”?”“ a gente tem mesmo que ficar parado aqui?”“ Não dá para falar enquanto caminha?”Porque realmente eram muitos pernilongos”!


 
As duas trilhas juntas não dá nem 2,5 km. Além das trilhas o Parque oferece cursos e tem um viveiro de plantas de onde fazem doações de pequenas mudas de árvores. O pessoal aproveitou para levar algumas mudinhas para casa.
Quando foi 9:30 horas da manhã já havíamos terminado as trilhas e já não tinha mais o que fazer. Fizemos um lanche lá pelo parque, nos escondendo dos insetos e às 11:00 horas já estávamos seguindo para voltar para São Paulo.





O interessante do Parque é passar o final de semana, tem um pacote aonde os visitantes chegam ao final da tarde para acampar, fazem uma trilha noturna, onde os guias contam histórias e lendas sobre o lugar, depois todos jantam na sede do Parque e montam suas barracas, ou dormem no salão mesmo, só levando só colchonetes. No dia seguinte logo cedo fazem a trilha mais longa das turfeiras e depois seguem de volta para casa. Esse sim seria melhor de termos feito.
Realmente não vale a pena viajar tanto tempo para fazer tão pouco tempo de trilha, sem obstáculos ou cachoeiras, nenhum atrativo maior. Eu não recomendaria para ninguém, além do que gastei R$80,00 de transporte e mais R$ 24,00 de almoço na estrada. Na volta paramos no GRAAL para almoçar.
Chegamos em São Paulo às 15:00 hora da tarde, até chegar no metrô Tiête e até eu chegar em casa, lá se foram duas horas. Cheguei em casa às 17:00 horas super cansada!